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BNDES aprova R$ 2,7 bilhões para Eldorado construir nova fábrica


Apoio da instituição financeira equivale a 53% do valor total aportado na primeira linha da unidade de Três Lagoas, no MS

 

Da Redação
Definitivamente, o Mato Grosso do Sul será sede da maior fábrica de celulose do mundo. É que a Eldorado Celulose e Papel, em Três Lagoas, acaba de conseguiu junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o financiamento de R$ 2,7 bilhões. A Eldorado é controlada pela J&F Participações, empresa holding da JBS. Segundo o banco de fomento, os recursos serão destinados à construção da fábrica, que terá uma produção de 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto. A unidade deverá entrar em operação em novembro de 2012.
Os investimentos totais na nova fábrica, na ordem de R$ 5,1 bilhões, criarão mil empregos diretos e 4 mil indiretos. De acordo com nota oficial do BNDES, o apoio liberado ao grupo equiivale a 53% do valor total aportado na primeira linha da unidade de Três Lagoas, "que foi projetada para receber mais duas linhas de produção de celulose, cada uma com capacidade nominal de 1,5 milhão de toneladas/ano”, diz o comunicado.
A participação do banco, que inclui o financiamento a investimentos sociais nas áreas de influência da empresa, contribui para a entrada de uma nova empresa no setor, “reforçando a vocação do Brasil para a liderança mundial na produção de celulose de eucalipto”, destaca nota. O BNDES informa que o empreendimento também trará impactos positivos para a balança comercial brasileira, uma vez que a produção visa o mercado externo, além de abrir uma nova frente de desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, Estado tradicionalmente pecuarista.
“O apoio do BNDES ao desenvolvimento da indústria de papel e celulose tem crescido ao longo dos últimos anos. Atualmente, a carteira do banco nesse segmento soma R$ 12 bilhões, o que representa investimentos totais de R$ 24,9 bilhões. Nos últimos dez anos, os desembolsos do banco para o setor atingiram R$ 14 bilhões”, afirma o BNDES.

Fonte: CeluloseOnline